Parte das perdas é visível. Produto descartado, condenações, retrabalho ou matéria-prima desperdiçada chamam atenção.
Outras permanecem escondidas na rotina: excesso de cortes, variações de peso, baixa padronização, tempo improdutivo, capacidade ociosa, falhas de processo ou diferenças de rendimento entre equipes e turnos.
Por isso, melhorar resultado começa por entender onde o processo está deixando valor para trás.
Antes de propor mudanças, precisamos transformar percepções em informações.
Quanto entra?
Quanto sai?
Quanto é aproveitado?
Quanto é perdido?
Onde acontece a variação?
Com que frequência?
Qual o impacto?
Quando os dados do processo são organizados e analisados, fica mais fácil identificar onde estão os gargalos e quais oportunidades merecem prioridade.
Cada indústria possui matérias-primas, equipamentos, equipes, produtos e limitações diferentes. Por isso, a análise precisa acontecer dentro da realidade do processo.
Um ponto percentual pode parecer pequeno. Mas o impacto muda quando esse percentual é aplicado ao volume processado todos os dias — e depois multiplicado por semanas, meses e anos.
Não precisamos inventar percentuais ou prometer economia.
Primeiro medimos. Depois entendemos o que os números representam para aquela operação.
Um indicador pode mostrar que existe uma variação. Para compreender sua origem, é preciso observar como o processo realmente acontece.
Equipamentos, métodos de trabalho, matéria-prima, regulagens, tempos, pessoas e padrões de execução podem influenciar o resultado.
Nossa análise pode envolver:
• acompanhamento da operação em campo;
• coleta e organização de dados;
• avaliação de rendimentos e perdas;
• comparação entre produtos, equipes, períodos ou processos;
• identificação de gargalos e variações;
• análise das possíveis causas;
• definição de oportunidades e prioridades de melhoria.
Uma operação pode ter bom rendimento e ainda perder eficiência em outros pontos.
Por isso, a análise precisa considerar o processo como um sistema.
Uma redução no rendimento de óleo da FFO exigia respostas. Em vez de atribuir o problema a uma única etapa do processo, a Pralimev Alimentos e a Sergio Bruno Consultoria Frigorífica realizaram uma auditoria técnica para compreender onde estavam as limitações e ineficiências da operação.
A análise integrou dados de rendimento de 130 aves, resultados de qualidade da farinha e do óleo e indicadores industriais da FFO.
0,95%
GORDURA ABDOMINAL MÉDIA
A avaliação das 130 aves demonstrou que a matéria-prima apresentava teor de gordura abdominal abaixo da referência utilizada no estudo, limitando o potencial de produção de óleo antes mesmo da etapa de extração.
REFERÊNCIA UTILIZADA NA AUDITORIA: 1,8%–2,2%
ATÉ 16,14%
GORDURA RESIDUAL NA FARINHA
A análise mostrou que parte do óleo disponível permanecia na farinha. Na prática, um componente de maior valor comercial estava sendo retido em um produto de menor valor.
VALOR NÃO RECUPERADO PELO PROCESSO
7,66%
MÉDIA DE ABSORÇÃO
A MÉDIA, SOZINHA, NÃO CONTAVA TODA A HISTÓRIA.
A auditoria identificou alta variabilidade no processo, com valores individuais muito superiores à média, revelando uma instabilidade que poderia passar despercebida quando se observava apenas o resultado médio.
Os dados indicaram fatores relacionados à matéria-prima, à recuperação do óleo e à estabilidade do processo. A partir desse diagnóstico, foram definidas ações específicas para diferentes áreas da operação.
Os dados indicaram fatores relacionados à matéria-prima, à recuperação do óleo e à estabilidade do processo. A partir desse diagnóstico, foram definidas ações específicas para diferentes áreas da operação.
Nem toda perda é evidente. Algumas aparecem no descarte. Outras estão escondidas no rendimento, na variabilidade, no tempo, na capacidade ou no valor que o processo deixa de recuperar.
Avaliamos a operação para identificar perdas, gargalos, variações e oportunidades de melhoria com base na realidade produtiva da sua empresa.
RENDIMENTO • PERDAS • PROCESSOS • CAPACIDADE • INDICADORES • EFICIÊNCIA